É quase um grito de socorro quando um adolescente chega a cometer um crime”: adolescentes autores de atos infracionais para jovens de classe popular

Nome: Fernanda Gonçalves de Lima
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 18/08/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Cristina Smith Menandro Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Diemerson Saquetto Examinador Externo
Edinete Maria Rosa Examinador Interno
Maria Cristina Smith Menandro Orientador
Paulo Rogério da Costa Couceiro Suplente Interno
Zeidi Araujo Trindade Suplente Interno

Resumo: O presente trabalho apresenta como objetivo identificar e descrever as representações sociais que jovens de classe popular constroem sobre adolescentes autores de atos infracionais. Dentro do escopo da Psicologia Social utilizamos como principal alicerce para o desenvolvimento desta pesquisa a Teoria das Representações Sociais, que auxilio uma compreensão de como os jovens pensam e percebem estes adolescentes. Para tanto, foi realizado um estudo descritivo e exploratório de natureza qualitativa. Foram selecionados como participantes, 20jovens com idades entre 18 e 24anos matriculados em 2 cursos populares preparatórios para vestibular da Grande Vitória, à seleção dos participantes se deu por conveniência e acessibilidade. O instrumento para coleta de dados teve por base entrevistas individuais a partir de um questionário estruturado com questões abertas. Para análise dos dados utilizamos o método fenomenológico para investigação psicológica. Embora elementos diversificados estivessem presentes nas representações dos entrevistados do adolescente que comete ato infracional, todas as variações encontradas estavam ancoradas na pobreza; todos os elementos estavam diretos ou indiretamente relacionados à pobreza ou às suas consequências. Tendo por base a definição de representação enquanto princípio gerador de tomada de posição e fazendo um paralelo com os resultados encontrados neste trabalho, podemos supor que os entrevistados buscavam através da prática de estudar alcançar a superação do estado de pobreza, visando a extinção ou a redução das possibilidades de fazer parte do grupo dos adolescentes que comete mato infracional, promovendo uma maior diferenciação categorial.

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