ALEGORIAS PSICOTRÓPICAS: SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS ILEGAIS, DROGAS E AS IMAGENS CONTEMPORÂNEAS DE
UMA PRAXIS MILENAR.

Nome: Getulio Sergio Souza Pinto
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 01/08/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luciana Vieira Caliman Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Lucia Coelho Heckert Examinador Interno
Luciana Vieira Caliman Orientador
Maria Elizabeth Barros de Barros Coorientador
Pablo Ornelas Rosa Examinador Externo

Resumo: O campo problemático de onde emerge a presente dissertação se constitui no terreno das questões do uso de substâncias psicoativas ilegais na contemporaneidade e a relação entre uma concepção da droga ilegal como mal em si e a conseqüente causação de um mal para aqueles que as experienciam.
Colocando em análise os dispositivos em torno da famigerada Guerra às Drogas, erigida ao longo do século XX, visa-se ao desmonte da aparelhagem procedimental discursiva que justifica o encarceramento e extermínio de minorias. A partir da contribuições de intercessores como Nietzsche, Foucault, e
Walter Benjamin, a metodologia define-se como um alegorismo ensaísta, em
que o rompimento com a lógica logocêntrica e academicista nas dimensões ética, estética e política é motor da desconstrução de imagens totalizadas no campo em questão. Alegorias que são a hibridização de acontecimentos e são o meio utilizado para alcançar os objetivos da pesquisa. Essas alegorias não são de um tempo específico, mas é imperativo dizer que o momento de surgimento
da pesquisa diz respeito à época em que atuei como psicólogo com pessoas em situação de rua. Ao mesmo tempo, lança-se mão de pesquisas de cunho genealógico a fim de situar as bases políticas de composição dos saberes e fazeres contemporâneos sobre as drogas. Objetiva-se, dessa forma, constituir a dissertação como uma peça lingüística provocativa, que instigue a partir da práxis literária o fomento de um novos Pathos nesse campo, que não seja do
medo e da repulsa das substâncias psicoativas ilegais. A partir da promoção de sensações, almeja-se, em última instância, fazer destoar o ethos que naturaliza o uso de drogas ilegais como causador de todo o mal social que assola as cidades. Para tanto, as estórias presentes na pesquisa versam sobre momentos em que o toque de diferentes realidades no campo das drogas e os afetos em jogo desmontaram prerrogativas de sequestro e extermínio e o caráter bravio
dos encontros não foi subjugado aos ditames da discursividade tecnicista pobre que fora erigida sobre as drogas no século XX.
Palavras-chave: Drogas. Substâncias Psicoativas ilegais. Guerra às Drogas. Alegoria. Genealogia.

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