"A CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE VIDA: UM ESTUDO SOBRE O ADOLESCENTE INFRATOR INSTITUCIONALIZADO"

Nome: LILIANE ROSETTI DE OLIVEIRA
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 19/12/1996
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
JOSÉ WEBER FREIRE MACEDO Orientador

Resumo: O presente trabalho pretendeu analisar sob a forma de um estudo exploratório as necessidades (aspirações) do adolescente infrator institucionalizado, verificando que meios de promoção social ele reconhece e, identificando as suas disposições futuras. A questão do menor infrator tem sido tratada no contexto da condição de marginalidade por estudiosos que majoritariamente adotam a abordagem marxista, especificando que o sistema capitalista é o responsável principal da excludência desses adolescentes. A partir de nossas observações in loco percebemos que a análise sobre os tipos alternativos de conduta ou transgressão das regras não deverá restringir-se somente à análise macro-estrutural. É de fundamental importância considerar as questões específicas, tomando como base alguns aspectos da abordagem funcionalista, tais como: o espaço vital do indivíduo, suas necessidades aspirações e parcerias. Como se trata de uma pesquisa exploratória, inicialmente procuramos verificar as disposições do adolescente, em regime de privação de liberdade, para cometimento de uma transgressão e, simular um projeto de vida após a desinternação. Esta pesquisa procurou, també, resignificar e narrar a história da instituição (IESBEM), suas competências e instrumentos jurídicos e psicopedagógicos utilizados no enfrentamento da delinqüência. A estratégia metodológica foi a observação participante. O conhecimento e os questionamentos foram constituindo-se no processo contínuo de interação do pesquisador com a realidade vivida pelo menor infrator, reconhecendo, ao mesmo tempo, sua condição material e geográfica. Este estudo permitiu a identificação de características distintas no grupo de adolescentes infratores institucionalizados no ES. Encontramos sujeitos que não se submetem às regras e normas sociais, isto é, possuem um sentimento hostil de oposição à realidade social, e aqueles que acreditam que com melhores condições de vida e novas oportunidades poderão situar-se melhor em seu retorno ao convívio social. Finalmente, deduzimos que não bastará propiciar condições materiais aos excluídos e reinserí-los no meio social utilizando políticas compensatórias. Será fundamental propor ao adolescente infrator tomar as rédeas de sua história; isto é, uma tomada de consciência (nível individual) que lhe permita desdramatizar e transformar suas desvantagens em alavancas para sua aculturação.

Acesso ao documento

Transparência Pública
Acesso à informação

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910