ESTUDO DAS RELAÇÕES SOCIAIS E DO PADRÃO DE ATIVIDADE DO SAGUI-DE-CARA-BRANCA Callithrix Geofroyi EM UM FRAGMENTO DE MATA MUNICÍPIO VITÓRIA/ES
Nome: JACQUES AUGUSTO PASSAMANI
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 10/09/1997
Orientador:
| Nome |
Papel |
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| MARIA MARGARIDA PEREIRA RODRIGUES | Orientador |
Resumo: São apresentados os resultados de um estudo sobre comportamento social em ambiente natural de um grupo de Callithrix geoffroyi que foi efetuado entre os meses de outubro de 1996 e janeiro de 1997. Para a coleta de dados foi utilizado o método scan sampling e para a análise dos dados os animais foram agrupados em classes etário-sexuais (fêmea, machos, juvenis e infantes). Ao todo foram realizadas 18.681 observações individuais, divididas em 439 horas e 5 minutos. Em comparação com outros estudos, o padrão de atividades do grupo apresentou tanto semelhanças quanto diferenças, o que pode ter ocorrido em função do dispendio de tempo dos animais poder variar entre os componentes do grupo, além de poder variar na interação com fatores ambientais. Os animais alimentavam-se mais no início e no fim do dia, o que pode ter acontecido em função da disponibilidade de recursos de goma e de maior necessidade de energia nestes horários. As interações sociais foram assim categorizadas: catação, vocalização, marcação genital, brincar, brigar e dividir/roubar alimento. O padrão dessas atividades variou entre as classes de animais. Houve maior incidência de catação entre 10:00 e 13:00 horas e a fêmea foi o animal que mais foi catado e que menos catou. Os tipos de vocalização, quando consideradas as classes de animais, se apresentaram como descrito a seguir. A vocalização curta não apresentou diferenças entre os animais, porvavelmente porque esta é usada para contato intragrupal. A vocalização longa apresentou diferenças conforme a idade dos animais; provavelmente por sua função associada à defesa grupal, manutenção da coesão e contatos com animais que se afastaram, sendo que os adultos apresentaram mais vocalização desse tipo que os jovens. Mobbing: apresentou-se com maior intensidade no início do estudo, provavelmente devido à habituação dos animais ao observador e apareceu esporadicamente durante o estudo e associado à presença de estranhos e de prováveis predadores. O choro foi encontrado apenas nos infantes, como forma de solicitar transporte ou alimento. Marcação circungenital foi encontrada com mais freqüência nos animais adultos. A maioria das agressões registradas envolveram a fêmea como agressora, não sendo constatada qualquer agressão sofrida pela fêmea. Durante a coleta de dados três machos abandonaram o grupo na companhia de duas fêmeas intrusas. Dois desses machos retornaram ao grupo enquanto o outro macho formou novo grupo com as duas fêmeas. Os dados mostraram que a dominância do grupo era exercida pela fêmea e, provavelmente, por dois machos que exerciam dominância sobre os demais machos.
