Se Está Casa Fosse Minha: Habitar e Viver na Cidade a Partir de uma Residência Terapêutica.

Nome: MARIA INÊS BADARÓ MOREIRA
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 18/12/2007
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
ANGELA NOBRE DE ANDRADE Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANGELA NOBRE DE ANDRADE Orientador
CÉLIA FRAZÃO SOARES LINHARES Examinador Externo
LUZIANE ZACCHÉ AVELLAR Examinador Interno
MARIA CRISTINA SMITH MENANDRO Examinador Interno
MARISTELA DALBELLO DE ARAUJO Examinador Externo

Resumo: Trata de pesquisa etnográfica em cinco residências terapêuticas destinadas a pessoas que viveram longo período de internação em hospital psiquiátrico. O objetivo principal foi descobrir, conhecer e analisar as relações construídas por pessoas que viveram situação de longas internações ao retomar uma vida na cidade. A coleta de dados foi orientada com a intenção de descortinar, o mais amplamente possível, o cotidiano dos moradores, pela análise de documentos, inserção nas casas e conversas informais com os moradores, profissionais e membros da comunidade. Essas casas estão localizadas em bairros urbanos de um município da região metropolitana de Vitória (ES) e seus moradores estão divididos por sexo. Em cada casa há um cuidador e uma diarista trabalhando em regime de plantão. Foi possível analisar diversos espaços de circulação dos moradores produzidos em suas movimentações cotidianas: a própria casa e o lidar/cuidar de si e de situações novas e desafiadoras, relações de vizinhança, gerência do dinheiro e compras de objetos pessoais, entre outros. Dentre tantos desafios observados/vivenciados, destaca uma insegurança tanto por parte dos profissionais como dos moradores perante a necessidade permanente de criação, ensaios e riscos no enfrentamento cotidiano de situações inesperadas. A partir de proposições espinosanas, a pesquisa verifica que há uma maneira inédita de viver e se apropriar dos espaços em que circulam, pois essas moradias, como local de ensaio para a vida, apresentam-se como um espaço pleno de experimentação tanto para os moradores como para os profissionais. Nesse sentido, faz-se necessário reverter questões subjacentes ao pensamento modelar, resgatando os preceitos desinstitucionalizantes de compreender a possibilidade dessas pessoas de construírem suas vidas em modos diferentes daqueles do tempo de interno. Conclui que a casa tem se tornado um espaço construído coletivamente, se respeitada a potência singular de cada vida ali compartilhada, constituindo-se como aconchego e, também, ensaio para vida e abertura para todos.

Palavras-chave: Residência terapêutica. Desinstitucionalização.

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