REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE PROTETORAS DE ANIMAIS: EXPERIÊNCIAS, GÊNERO E SOFRIMENTO ANIMAL

Nome: CAROLINE NOVAES BOHIER

Data de publicação: 23/12/2024

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
MARIA CRISTINA SMITH MENANDRO Presidente
RAFAEL MOURA COELHO PECLY WOLTER Examinador Interno
REBECA VALADÃO BUSSINGER Examinador Externo

Resumo: O presente estudo pretende compreender as representações sociais de sofrimento animal e os relatos de práticas de mulheres protetoras de animais atuantes no Espírito Santo (ES). Para isso, será utilizada a Teoria das Representações Sociais (TRS). Estas são produto e processo de atividade de apropriação da realidade exterior e de elaboração dessa realidade, expressam os indivíduos ou grupos que as forjam e dão uma definição ao objeto representado. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com delineamento de caráter exploratório e perspectiva crítica, que considere carnismo e gênero. Para a coleta de dados, conta com entrevistas semiestruturadas e para a análise de dados, utilizou-se a análise temática. Os resultados foram divididos em dois estudos, apresentados em formato de artigo científico. No primeiro, aborda-se os resultados no que tange às atividades das protetoras e o impacto de questões de gênero no trabalho. No segundo artigo, aborda-se a visão das protetoras a respeito dos animais e dos seres humanos, além da causa do sofrimento animal e sua resolução. O resultado das investigações permitiu constatar que as representações sociais sobre esses objetos estão presentes nos discursos construídos pelas protetoras tanto nos relatos sobre sua prática como quando se referem aos animais. A partir de seus relatos foi possível verificar que a maior motivação para entrar na causa da proteção animal foi a empatia e que suas atividades são realizadas de forma a conciliar o trabalho com os animais com as tarefas domésticas e, algumas, também com o trabalho remunerado. Referem ainda que as mulheres participam mais porque são mais empáticas, possuem instinto maternal e se identificam com os animais. E ainda porque são socializadas de forma a serem conduzidas para o papel de cuidado e porque têm maior disponibilidade para o trabalho não-remunerado. Além disso, consideram sofrer preconceito, sendo chamadas de “loucas” e/ou “desocupadas”, ouvindo que existem outras causas mais importantes. Quanto ao sofrimento animal, os resultados apontam para crenças que defendem que os animais são bons e os seres humanos são maus, sendo as pessoas que geram o sofrimento animal ao fazerem escolhas ruins que os afetam. As protetoras, mesmo com muito esforço, não dão conta de toda demanda. Por isso, segundo sua percepção, para alterar a situação atual dos animais, seria necessário uma maior implicação do governo.

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