Atualidades das práticas psicológicas no processo de avaliação para hipótese diagnóstica do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade na Grande Vitória-ES

Resumo: As brincadeiras e jogos infantis têm sido alvo de investigações científicas em áreas como educação,
psicologia, sociologia e engenharias. As referidas investigações, datadas entre 1980 e 2000, buscavam
analisar a atividade lúdica como recurso no desenvolvimento cognitivo, interação social, expressão e
comunicação, sobretudo no que se refere ao desenvolvimento infantil. Entre as pesquisas podemos citar as
estudos de Ruiz (1992), Friedman (1992), Saracho (1994), Amorim (1994), Ortega, Cavarra e Rosa et al
(1999), Santos (1999, 2000, 2001), Kishimoto (2001), Cotonhoto (2001), Moyles (2002, 2006). Na
atualidade, observamos que uma diversidade de atividades lúdicas permeia a vida de nossas crianças, em
casa e na escola. Diferente de décadas atrás, as crianças hoje possuem acesso aos mais diferentes tipos de
brincadeiras e jogos, desde os tradicionais até os mais sofisticados tecnologicamente. As preferências
lúdicas (Rossetti, 2005) não se restringem somente ao gênero, à etnia, mas se estende aos tipos de jogos
como tradicionais, tecnológicos, de regras, construção e simbólicos e não escapam aos modismos, à mídia,
às questões culturais, entre outros fatores. Pensando em como a cultura infantil tem se transformado em
meio à instantaneidade de opções de jogos e brinquedos e como a produção de conhecimento na área
ainda é escassa para acompanhar os avanços, o presente projeto tem por objetivo geral compreender as
diversas formas de práticas lúdicas vivenciadas por crianças na educação infantil, a partir do ponto de vista
das crianças, dos professores e das famílias. Como objetivos específicos, definimos: a) investigar quais as
principais brincadeiras e jogos que fazem parte do cotidiano da criança na educação infantil; b)
compreender as escolhas das crianças de 5 anos em relação às brincadeiras e jogos; c) analisar a concepção
de professores de educação infantil sobre a função e objetivos das brincadeiras e jogos na no contexto
escolar; d) problematizar a participação dos adultos no processo de escolha, orientação e mediação de
brincadeiras e jogos para crianças pequenas. Pretendemos nortearmo-nos por alguns questionamentos, a
saber: quais são as brincadeiras e jogos que predominam nos cotidianos de crianças de cinco anos na
atualidade? O que sabem professores e família sobre brincadeiras e jogos na educação infantil? Como o
jogo eletrônico infantil vem sendo incorporado no cotidiano da família e da escola? Tais questionamentos
nos levaram a delinear um estudo com dimensões qualitativas e quantitativas. Elegemos como
participantes da pesquisa um grupo de crianças de cinco anos, matriculadas na educação infantil, seus
professores e famílias. Os procedimentos metodológicos envolverão observações, entrevistas e dispositivos
computacionais e gráficos (desenho) para investigar junto às crianças, pais e professores suas preferências,
facilidades, desafios, concepções e experiências pessoais e profissionais em relação a jogos e brincadeiras.
Pretendemos analisar os dados por meio da microgênese, cujos recortes nos possibilitaram acompanhar,
detalhadamente, as singularidades das respostas dos sujeitos envolvidos, assim como também nos
facilitará uma visão panorâmica do conjunto de dados. Esperamos que o estudo nos possibilite caracterizar
e compreender como atualmente, as crianças, os professores e as famílias concebem os jogos e
brincadeiras e quais as experiências lúdicas mais significativas na escola e em casa na atualidade.

Data de início: 2019-03-01
Prazo (meses): 36

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Coordenador Claudia Broetto Rossetti
Pesquisador Daniela Dadalto Ambrozine Missawa
Acesso à informação
Transparência Pública

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