É para o resto da vida? Uma perspectiva desenvolvimentista do processo de escolha profissional de adolescentes

Nome: Letícia dos Santos Fonseca
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 16/12/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Claudia Patrocinio Pedroza Canal Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Claudia Broetto Rossetti Examinador Interno
Claudia Patrocinio Pedroza Canal Orientador
Zenólia Christina Campos Figueiredo Examinador Externo

Resumo: O processo de escolha profissional configura-se como um momento importante no período da adolescência, e as crenças de autoeficácia podem ter uma considerável influência nesse momento. Assim, este estudo teve o objetivo de verificar a influência das crenças de autoeficácia e de aspectos psicossociais no processo de escolha profissional de adolescentes do terceiro ano regular do ensino médio. Para tanto, a pesquisa realizou-se em duas fases. Fizeram parte da primeira fase deste estudo 58 estudantes que cursavam o terceiro ano regular do ensino médio em duas escolas públicas estaduais de Cachoeiro de Itapemirim-ES, sendo 40 do sexo feminino e 18 do sexo masculino, com idades entre 16 e 19 anos, que responderam a um questionário socioeconômico e à Escala de Autoeficácia para Escolha Profissional (EAE-EP). Na segunda fase, seis desses participantes (Bento, Elisa, Manuela, Melissa, Sophia e Stephany) que apresentaram classificação alta no escore geral ou classificação baixa em todos os fatores da EAE-EP foram convidados a participar de entrevistas individuais com roteiro semiestruturado e responder a elas. Os resultados obtidos têm como base quatro fatores de autoeficácia que compõem a EAE-EP: Autoavaliação, Coleta de Informações Ocupacionais, Busca de Informações Profissionais Práticas e Planejamento de Futuro. Para cada um desses fatores a classificação alcançada pode ser alta, média ou baixa, assim como a do Escore Geral de Autoeficácia para Escolha Profissional. Os resultados dos participantes na EAE-EP foram organizados com base nos dados da tabela geral do instrumento, com o escore geral, que fornece uma estimativa da crença do indivíduo quanto a sua capacidade de se engajar em atividades voltadas para o processo de escolha profissional. Para a realização da análise das transcrições das entrevistas, foram elaboradas sete categorias: “Possibilidade de mudança profissional”, “Planejamentos para o futuro”, “Influência do convívio social”, “Busca por informações”, “Aptidão profissional”, “Incertezas” e “Experiência pessoal”. A grande maioria dos participantes da primeira fase obteve classificações baixa ou média na EAE-EP. Os participantes da segunda fase que apresentaram classificação alta na escala demonstraram mais segurança, ao identificarem seus interesses profissionais, e citaram visitas a faculdades e o convívio com profissionais como aspectos que influenciam em seu processo de escolha profissional. Por outro lado, os participantes da segunda fase que apresentaram classificação baixa na EAE-EP demonstraram dificuldade de associar suas características e aptidões ao que é esperado de um profissional, o que indica também a necessidade de maior acesso a informações sobre o mundo do trabalho e as possibilidades de atuação profissional. Os resultados encontrados sugerem que a autoeficácia e os aspectos contextuais atuaram como fatores de importante influência no processo de escolha profissional dos participantes. Identificou-se também a necessidade do fornecimento de informações sobre o mundo do trabalho de forma contínua, uma vez que o maior acesso à informação esteve vinculado a maiores níveis de autoeficácia para a escolha profissional. Assim, destaca-se a importância da realização de práticas de orientação profissional com adolescentes que passam pelo processo de escolha profissional. Além disso, o envolvimento da escola e da família faz-se fundamental porque pode favorecer a identificação por parte dos estudantes de suas possibilidades de atuação profissional de acordo com as próprias aptidões e interesses.

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