ESTILOS PARENTAIS E INVESTIMENTO PARENTAL EM PAIS DE CRIANÇAS COM TEA: UMA ANÁLISE A PARTIR DO GRAU DE
COMPROMETIMENTO DA CRIANÇA
Nome: JOSIANE REZENDE ARAUJO
Data de publicação: 24/06/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| FABIANA PINHEIRO RAMOS | Presidente |
| JOÃO RODRIGO MACIEL PORTES | Examinador Externo |
| MYLENA PINTO LIMA | Examinador Externo |
Resumo: Araujo, J. R. (2025). Estilos Parentais e Investimento Parental em pais de crianças com TEA:
Uma análise a partir do grau de comprometimento da criança. Dissertação (Mestrado
em Psicologia). Universidade Federal do Espírito Santo. A dissertação consiste em dois estudos com objetivo de compreender a parentalidade em famílias
de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O primeiro estudo é uma revisão
integrativa da literatura científica em inglês e português sobre o tema, no qual os resultados
foram sintetizados e interpretados por intermédio de duas análises: 1) delineamento quantitativo, com frequência das publicações por ano e tipo de estudo; e 2) delineamento qualitativo, por meio
do qual foi feita uma descrição dos aspectos encontrados nos estudos originais agrupando-os por
temas centrais comuns. Destaca-se a relação entre a aquisição de repertórios funcionais, a
redução de comportamentos disruptivos e os estilos parentais, além da relação entre estresse
parental, o estilo parental e a resiliência no exercício da parentalidade neuroatípica. Nos achados, a influência cultural apareceu como um preditor para o estresse parental, assim como para o estilo
parental. A análise destaca a necessidade da ampliação da temática no que tange a produção
nacional e ao acesso livre das publicações. O segundo estudo descreve as dificuldades da
parentalidade e do investimento parental (IP) em pais de crianças com TEA em uma amostra de
pais brasileiros, e se há variação nesses aspectos de acordo com grau de comprometimento da
criança com autismo. Tratou-se de uma pesquisa que utilizou do delineamento correlacional, com
os dados coletados de forma quali-quantitativa. Os resultados demonstram que não houve
diferenças significativas entre os estilos parentais conforme o grau de comprometimento da
criança, mas que o IP foi maior em crianças com TEA do Grupo I (menor comprometimento). A
dissertação proporciona dados para embasar pesquisas futuras sobre o tema, impulsionando o
avanço do conhecimento científico sobre a parentalidade de pais de crianças com TEA. Perspectivas futuras incluem estudos em diferentes contextos culturais e socioeconômicos, adaptados às necessidades das famílias com crianças com TEA
