Dilemas da Vida: Trajetórias de Enfrentamento Diante da Interrupção Voluntária e Involuntária da Gestação

Nome: Tassiana Guerzet Grouiou Gasperazzo
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 20/08/2015
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Cristina Barros da Cunha Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Brunoro Motta Loss Examinador Interno
Ana Cristina Barros da Cunha Orientador
Fabiana Pinheiro Ramos Examinador Externo
Paulo Rogério Meira Menandro Examinador Interno

Resumo: GASPERAZZO, Tassiana Guerzet Grouiou (Agosto, 2015). Dilemas da vida: trajetórias de enfrentamento diante da interrupção voluntária e involuntária da gestação. Dissertação de Mestrado apresentado para Defesa. Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal do Espírito Santo. Vitória, ES. 118 pp.
Resumo
Como prática condenada legalmente, o aborto é tema polêmico que abrange questões econômicas, sociais, culturais, políticas, éticas e religiosas. O aborto inclui também questões pessoais próprias da mulher que vivencia a situação de interrupção, voluntária ou involuntária, da gravidez, quando precisa lidar com conflitos psicológicos decorrentes dessa experiência. Diante dessa problemática, o objetivo desta pesquisa foi estudar o enfrentamento (coping) feminino frente à vivência da interrupção voluntária e involuntária da gestação. Especificamente, foram investigadas possíveis associações entre o perfil de enfretamento (coping), o uso de coping religioso e as percepções e sentimentos femininos sobre esta vivência, comparando as situações de interrupção voluntária e involuntária da gestação. Com delineamento descritivo e método de amostragem por indicação, foram selecionadas e entrevistadas no total 15 mulheres, sendo 10 mulheres que vivenciaram a interrupção involuntária da gestação (IIG) e 5 com experiência de interrupção voluntária da gestação (IVG). Depois de assinarem um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, todas as participantes responderam ao Inventário COPE, para avaliar o perfil de enfrentamento frente a situações de estresse, e foram entrevistas usando o roteiro “Revivendo a experiência da interrupção da gestação”, elaborado para pesquisa com o objetivo de identificar percepções e sentimentos pessoais sobre a vivência, além do uso de coping no enfrentamento da situação. Os dados do inventário foram processados com base nos 15 tipos de estratégias de coping que o instrumento propõe; e os dados das entrevistas analisados pela metodologia de análise de conteúdo e análise do discurso de Bardin, de acordo com as seguintes categorias: a) Contexto da gestação; b) Vivência do processo de interrupção; c) Modo de enfrentamento. Além disso, os relatos das participantes nas entrevistas foram analisados com base nas 15 categorias do Inventario COPE e nos dados de coping obtidos pelo Inventario. Com o intuito de encontrar possíveis semelhanças e diferenças no tipo de enfrentamento obtido por cada instrumento, os dados dos grupos IIG e IVG foram comparados. No geral, por meio da entrevista foi observado que a vivência da interrupção da gestação se relaciona a percepções diversas. Relatos sobre a relação da participante com seu parceiro, com apoio emocional percebido e sentimentos negativos, como raiva, tristeza e culpa, foram os mais frequentes. Além disso, foi observado que o coping religioso foi utilizado em ambos os grupos, quando busca de conforto e do significado da situação foram as categorias mais frequentes. Relacionadas às estratégias de coping, foram encontradas diferenças entre as mulheres do grupo IIG e IVG, sendo que em ambos os grupos a Busca de suporte por razões emocionais foi um dos tipos de coping mais frequente, com medianas de 14,5 e 12,1 para IIG e IVG respectivamente. Discute-se que o enfrentamento da interrupção pode estar relacionado ao significado atribuído pela mulher à gestação, ao apoio recebido do seu parceiro e familiares, assim como recursos de enfrentamento religioso e um estilo de coping engajado, com estratégias ativas que significam compromisso e envolvimento da mulher com seu processo de enfrentamento.

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